Medidas Protetivas — O que São, Quando Podem Ser Aplicadas e Como Solicitar

As medidas protetivas de urgência são instrumentos legais previstos na Lei Maria da Penha que visam garantir a segurança e o bem-estar de mulheres vítimas de violência doméstica. Muitas vezes, o medo e a falta de informação impedem que vítimas busquem ajuda imediata.
Saber como funciona esse direito é um passo essencial para romper o ciclo da violência.


O que são medidas protetivas?

As medidas protetivas são decisões judiciais que impõem restrições ao agressor e garantem proteção à vítima. Elas podem ser concedidas rapidamente, sem necessidade de audiência prévia, diante de indícios de risco.

Essas medidas podem incluir:

  • Afastamento do agressor do lar ou do local de convivência;
  • Proibição de contato, por qualquer meio de comunicação;
  • Suspensão do porte de armas;
  • Proibição de aproximação de familiares e testemunhas;
  • Fixação de alimentos provisórios;
  • Proteção dos bens patrimoniais da vítima.

Como solicitar uma medida protetiva

A vítima pode solicitar diretamente:

  • Na Delegacia da Mulher (DEAM) ou qualquer delegacia comum;
  • No Ministério Público;
  • Ou por meio de um advogado(a), que pode peticionar diretamente ao juiz.

O pedido é encaminhado ao juiz, que deve decidir em até 48 horas. Em casos urgentes, a decisão pode ser concedida de forma imediata, inclusive durante finais de semana ou feriados.


E se o agressor desrespeitar a medida?

O descumprimento da medida protetiva é crime, previsto no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, com pena de detenção de três meses a dois anos.
A vítima deve comunicar imediatamente às autoridades caso o agressor tente contato ou se aproxime.


Rede de apoio e proteção

Além do suporte jurídico, é fundamental contar com uma rede de acolhimento. Existem serviços públicos e ONGs especializadas em amparar mulheres vítimas de violência, oferecendo apoio psicológico, social e jurídico.
O número 180 funciona em todo o Brasil, 24 horas por dia, com atendimento gratuito e sigiloso.


Conclusão

A informação e o acolhimento são as maiores armas contra a violência. Buscar ajuda não é fraqueza — é um ato de proteção e amor-próprio.

Artigo produzido pela equipe Daniel Solha Advocacia. Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação individualizada com um profissional jurídico.

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